"Qu’importe l’issue du chemin quand seul compte le chemin parcouru. On ne fait pas un voyage, le voyage nous fait et nous défait, il nous invente" David Le Breton
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Liberte a mente
Minha vida nestes ultimos tres meses foi muito interessante, nao somente pelo fato de trabalhar em um ambiente completamente distinto do que eu estava acostumada mas tambem porque conheci muitas pessoas (e suas historias) que jamais esquecerei.
Viajantes de varias partes do mundo passaram pela cidade onde morei, alguns buscando apenas dinheiro, outros experiencia de vida e outros apenas... curiosos. Mas grande maioria em busca de mais um ano no paraiso.
Nunca imaginei que trabalhar numa fazenda fosse valer tanto pra mim. O trabalho manual e' quase como uma terapia, escravizamos o corpo e libertamos a mente. Tive importantes momentos em que me senti como meditando, algo que achei que nunca poderia fazer, principalmente ali.
Sem ocupar a mente, mantendo-a quieta, eu podia imergir no meu subconsciente e as vezes relembrar memorias que achei que ja havia apagado da mente (na verdade do meu consciente).
Imagine um dia voce estar limpando seu quarto, jogando fora papeis que nao importam mais, esvaziando gavetas e de repente voce encontra algo que nem lembrava mais que tinha... e' uma sensacao maravilhosa, nao? Voce fala consigo mesmo: "nem sabia que eu ainda tinha isso" - pode ser um objeto, um papel, uma carta... algo que relembra um momento especial na sua vida ou algo da infancia. Por isso que voce guardou ate agora, porque valia a pena, porque traz boas memorias.
Tiveram varios momentos durante o meu trabalho que estas lembrancas surgiam do nada... momentos que pareciam nao ser importantes mais pra mim... claro, estavam escondidos no meu subconsciente!!! Uma sensacao incrivel.
Eu tive a oportunidade de descobrir que a mente em paz e' um dos maiores prazeres que o ser humano pode se dar ;-)
Viajantes de varias partes do mundo passaram pela cidade onde morei, alguns buscando apenas dinheiro, outros experiencia de vida e outros apenas... curiosos. Mas grande maioria em busca de mais um ano no paraiso.
Nunca imaginei que trabalhar numa fazenda fosse valer tanto pra mim. O trabalho manual e' quase como uma terapia, escravizamos o corpo e libertamos a mente. Tive importantes momentos em que me senti como meditando, algo que achei que nunca poderia fazer, principalmente ali.
Sem ocupar a mente, mantendo-a quieta, eu podia imergir no meu subconsciente e as vezes relembrar memorias que achei que ja havia apagado da mente (na verdade do meu consciente).
Imagine um dia voce estar limpando seu quarto, jogando fora papeis que nao importam mais, esvaziando gavetas e de repente voce encontra algo que nem lembrava mais que tinha... e' uma sensacao maravilhosa, nao? Voce fala consigo mesmo: "nem sabia que eu ainda tinha isso" - pode ser um objeto, um papel, uma carta... algo que relembra um momento especial na sua vida ou algo da infancia. Por isso que voce guardou ate agora, porque valia a pena, porque traz boas memorias.
Tiveram varios momentos durante o meu trabalho que estas lembrancas surgiam do nada... momentos que pareciam nao ser importantes mais pra mim... claro, estavam escondidos no meu subconsciente!!! Uma sensacao incrivel.
Eu tive a oportunidade de descobrir que a mente em paz e' um dos maiores prazeres que o ser humano pode se dar ;-)
domingo, 22 de junho de 2008
nao tem graca sem voce
Feijao sem arroz
Ir ao Mercado Publico e nao parar na Banca 40
Happy hour no Liliput sem chopp
Redencao sem Brique
Calcada da Fama sem patricinhas (nem mauricinhos)
Teatro Sao Pedro vazio
Ir no Ossip e nao beber
Cidade Baixa com pessoas certinhas
Moinhos sem Vento
Guaiba sem por-do-sol
Churrasco sem coracaozinho, sem farofa, sem salada de batata
Cairipinha de vodka
Chimarrao com agua morna
Tele-entrega do cachorro quente do Rosario
Bar do Nito sem o Nito
Festa Junina sem quentao
Domingo sem Gre-Nal
Gremio sem o Inter
Carnaval em Porto Alegre
Ano Novo em Tramandai'
Eu aqui, voce ai'
Ir ao Mercado Publico e nao parar na Banca 40
Happy hour no Liliput sem chopp
Redencao sem Brique
Calcada da Fama sem patricinhas (nem mauricinhos)
Teatro Sao Pedro vazio
Ir no Ossip e nao beber
Cidade Baixa com pessoas certinhas
Moinhos sem Vento
Guaiba sem por-do-sol
Churrasco sem coracaozinho, sem farofa, sem salada de batata
Cairipinha de vodka
Chimarrao com agua morna
Tele-entrega do cachorro quente do Rosario
Bar do Nito sem o Nito
Festa Junina sem quentao
Domingo sem Gre-Nal
Gremio sem o Inter
Carnaval em Porto Alegre
Ano Novo em Tramandai'
Eu aqui, voce ai'
sexta-feira, 25 de abril de 2008
The Great Barrier Reef
Eu tive o privilegio de visitar esta beleza natural. Foi uma das melhores experiencias da minha vida: ver de pertinho o colorido da vida marinha. Sensacional!!! Ate agora foram 3 ilhas onde mergulhei: Fritzoy, Dunkan e Green Island. Ainda quero conhecer muito mais e sobrevoar de helicoptero por toda extensao do coral.
Aconselho todos a visitar Grande Barreira de Corais; parada obrigatoria para quem vem a Australia :-)

Yes, nós temos bananas!
A cidade e' considerada a mais umida da Australia, com uma media anual de 4,000mm de chuva. O simbolo da cidade e' uma bota longa de borracha e um sapo verde, representando bem a caracteristica do lugar. A principal economia de Tully e' a agricultura: bananas e cana de acucar. Eu sou mais uma backpacker que esta fazendo parte e ajudando a economica desta pequena cidade a crescer... devido a exigencia do meu visto (e principalmente minha vontade de ficar mais um ano morando na Australia) vim para Tully trabalhar nas fazendas de bananas! Trabalho numa linha de producao onde minha principal funcao e' separar as bananas boas das ruins e dividi-las em cachos menores... mas ja fiz quase de tudo na fazenda, incluindo plantar bananeiras! hehehehe
Esta sendo uma experiencia incrivel pra mim (por incrivel que pareca). Estou conhecendo varios backpackers, jovens que estao no mesmo barco que o meu, buscando o mesmo objetivo: ficar mais um ano no paraiso. Entre eles estao europeus e asiaticos, sendo a grande maioria japoneses, seguidos de koreanos, franceses e alemaes. Ate agora nao conheci nenhum brasileiro na cidade de Tully, ja que os brasileiros nao tem o privilegio do Working Holiday Visa (visto que possuo devido ao passaporte italiano), por isso sou novidade em qualquer lugar que passo. Como aprendi ingles nos EUA e morei na Inglaterra, as pessoas ficam confusas com meu sotaque e tentam advinhar de onde sou... ja passei por americana, francesa e espanhola, mas nunca como brasileira. E se eu nao falar nada entao... passo mesmo por italiana! Me sinto a propria cidada do mundo, hehehehe. O que e' mais legal e' dizer que sou brasileira (o que menos esperavam por aqui) e logo abrem um sorriso enorme e ja comecam a falar sobre futebol e carnaval... ah, e bananas, pois nos tambem temos bananas!!!! :-))) Entao ja que misturou carnaval com bananas, nada melhor que relembrar uma das mais famosas marchinhas de carnaval:
Yes, nós temos bananas
(Alberto Ribeiro e João de Barro)
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina
Tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina
Tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro
Homem ou mulher
Bananas para quem quiser
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Australia Ocidental
O estado de WA ou Western Autralia (Australia Ocidental) tem 2.5 milhoes de quilometros quadrados e cobre 1/3 de todo continente australiano. Apesar do tamanho a populacao de WA e’ de apenas 2 milhoes, onde 1,5 milhoes habitam na capital Perth. Grande parte do estado e’ considerado regiao desertica e a maioria das cidades estao localizadas no sudoeste, onde o clima nao e' tao seco.
Perth e a cidade mais isolada do mundo, sendo a metropole mais proxima a 2 mil km - Adelaide, no sul da Australia - com 1 milhao de habitantes. Perth e’geograficamente considerada mais proxima do Timor do Leste e da cidade de Jakarta na Indonesia do que de Sydney, Melbourne e Brisbane. Perth e' bonita, muito organizada e limpa.
Um dos lugares mais bonitos de Perth e' Kings Park, um parque com uma vista maravilhosa da cidade. Outro lugar imperdivel e’Subiaco, um bairro muito charmoso que me lembrou o Moinhos de Vento de Porto Alegre. Mas para quem quer curtir o sol (e tem muito sol no verao - quase nao chove) deve visitar as praias de Trigg e Scarborough com areias branquinhas e uma cor de mar espetacular.
Um dos lugares mais bonitos de Perth e' Kings Park, um parque com uma vista maravilhosa da cidade. Outro lugar imperdivel e’Subiaco, um bairro muito charmoso que me lembrou o Moinhos de Vento de Porto Alegre. Mas para quem quer curtir o sol (e tem muito sol no verao - quase nao chove) deve visitar as praias de Trigg e Scarborough com areias branquinhas e uma cor de mar espetacular.
Vista de Perth do Kings ParkProximo de Perth esta uma linda cidade chamada Fremantle, quase considerada um bairro de Perth devido a proximidade. Fremantle teve grande influenia da imigracao italiana, ja que foram os pioneiros da industria pesqueira na regiao. Os italianos sabem como dar charme a todo lugar que pisam e nota-se rapidamente a influencia europeia nos cafes, restaurantes e mercados de rua.
Outro lugar famoso a 11km de Perth e' Rottnest Island, um paraiso. Uma ilha super pequena, com 4,5km de largura onde o principal transporte (e praticamente o unico) e’a bicicleta. As praias sao um desbunde com areia tambem branquinha e agua super transparente.
Rottnest Island
Ja que eu havia cruzado a Australia inteira para passar a Pascoa com minha grande nova amiga Cris, resolvi conhecer um pouco mais da regiao. Entrei numa tour com mais 20 pessoas para o sudoeste a Australia. Foi um passeio maravilhoso onde tive a oportunidade de entrar numa caverna subterranea, caminhar sobre o topo de arvores centenarias gigantes e visitar Margaret River, local conhecido pelos grandes campeonatos mundiais de surf e pelos maravilhosos vinhedos.
Ngilgi Cave
Valley of the Giants
Para fechar com chave de ouro fui ao show do Jack Johnson, ultimo concerto dele na Australia... era a ultima chance mesmo. Muita sorte a coincidencia das datas! Tudo de bom :-)
Jack Johnson in concert: Katia, eu e Crissegunda-feira, 17 de março de 2008
quem planta colhe
Sao varias as opcoes para quem deseja ficar mais tempo no paraiso: 1. casando com um australiano - ou alguem com residencia australiana; 2. aplicando para um visto "de skills" onde e' necessario comprovar que voce tem a qualificacao em demanda no mercado de trabalho da australia; 3. pagando um curso - estudando (com um limite de 20h para trabalhar); 4. conseguindo um sponsorship (visto de trabalho atraves de uma empresa australiana) ou, no meu caso, 5. fazendo fruit picking! :-(
Hehehehehe.... To rindo pra nao chorar....
Residentes dos paises da Belgica, Canada, Chipre, Dinamarca, Estonia, Finlandia, Franca, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Italia, Japao, Korea, Malta, Noruega, Holanda, Suica, Taiwan e Reino Unido devem cumprir 3 meses (ou 88 dias) trabalhando em colheitas na Australia para que possam estender o visto, dando direitos totais de trabalho e tornando-se por mais um ano um "residente temporario", titulo que possuo atualmente.
Sao varios "mochileiros" viajando pela Australia buscando trabalhos no campo (e sao muitos!) e aproveitando tambem para conhecer um pouco mais deste pais lindo. Afinal, o visto se chama Working Holiday Visa, entao vamos fazer juz ao nome.
Eu to entrando neste barco e seguindo viagem pela Australia. Comeco por Perth (lado oposto de onde estou) ja que ja havia comprado uma passagem para visitar uma amiga durante a Pascoa. Dali pretendo seguir para o sul, onde existem os melhores vinhedos da australia e de onde saem vinhos premiados mundialmente.
Seja colhendo uvas ou quem sabe podando parreirais, eu vou aproveitar a oportunidade e apreciar minha bebida preferida. "Italiana" trabalhando em vinhedos na Australia? Ironico como de alguma forma a gente sempre acaba voltando as raizes, nao? ;-)

P.S.: colheitas de bananas e cenouras eu so' faco se bater o desespero!!!! hahahahah
(a gente se f** mas nao perde a piada!)
:-)))))))))))))
Hehehehehe.... To rindo pra nao chorar....
Residentes dos paises da Belgica, Canada, Chipre, Dinamarca, Estonia, Finlandia, Franca, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Italia, Japao, Korea, Malta, Noruega, Holanda, Suica, Taiwan e Reino Unido devem cumprir 3 meses (ou 88 dias) trabalhando em colheitas na Australia para que possam estender o visto, dando direitos totais de trabalho e tornando-se por mais um ano um "residente temporario", titulo que possuo atualmente.
Sao varios "mochileiros" viajando pela Australia buscando trabalhos no campo (e sao muitos!) e aproveitando tambem para conhecer um pouco mais deste pais lindo. Afinal, o visto se chama Working Holiday Visa, entao vamos fazer juz ao nome.
Eu to entrando neste barco e seguindo viagem pela Australia. Comeco por Perth (lado oposto de onde estou) ja que ja havia comprado uma passagem para visitar uma amiga durante a Pascoa. Dali pretendo seguir para o sul, onde existem os melhores vinhedos da australia e de onde saem vinhos premiados mundialmente.
Seja colhendo uvas ou quem sabe podando parreirais, eu vou aproveitar a oportunidade e apreciar minha bebida preferida. "Italiana" trabalhando em vinhedos na Australia? Ironico como de alguma forma a gente sempre acaba voltando as raizes, nao? ;-)

P.S.: colheitas de bananas e cenouras eu so' faco se bater o desespero!!!! hahahahah
(a gente se f** mas nao perde a piada!)
:-)))))))))))))
segunda-feira, 3 de março de 2008
Como será o amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Eu quiser
Como será?
Eu sempre acreditei que o destino quem faz somos nos. Somos nos e somente nos que podemos fazer as escolhas... mas as vezes nos deparamos com alternativas inesperadas e que acabam nos levando para um lado nao antes planejado.
Decidir o que vai ser do amanha nao e' facil, principalmente nos dias de hoje, onde somos dependentes do nosso maior inimigo: o dinheiro (maldita hora em que a moeda foi criada, devia ser tao mais facil viver somente do escambo... )
Estou mudando meu destino daqui algumas semanas. Recebi uma noticia que fez meu barco tomar outra direcao. Com certeza sera algo que vai me trazer muito mais conhecimento e experiencia de vida.
Ja' dizia Fernando Pessoa...
Navegar é preciso! ;-)
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Eu quiser
Como será?
Eu sempre acreditei que o destino quem faz somos nos. Somos nos e somente nos que podemos fazer as escolhas... mas as vezes nos deparamos com alternativas inesperadas e que acabam nos levando para um lado nao antes planejado.
Decidir o que vai ser do amanha nao e' facil, principalmente nos dias de hoje, onde somos dependentes do nosso maior inimigo: o dinheiro (maldita hora em que a moeda foi criada, devia ser tao mais facil viver somente do escambo... )
Estou mudando meu destino daqui algumas semanas. Recebi uma noticia que fez meu barco tomar outra direcao. Com certeza sera algo que vai me trazer muito mais conhecimento e experiencia de vida.
Ja' dizia Fernando Pessoa...
Navegar é preciso! ;-)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
So where the bloody hell are you?
I'm in Australia!!!!
Com certeza um dos melhores sites de turismo que eu ja' naveguei: http://www.australia.com/
Vale a pena visitar e conhecer um pouco mais deste pai's maravilhoso. Basta acessar uma vez para se apaixonar pela Australia sem mesmo ter que pisar os pe's aqui (imagina entao quando pisar....)
A Australia e' longe, mas nem tudo pode ser perfeito, certo? :-))))
Com certeza um dos melhores sites de turismo que eu ja' naveguei: http://www.australia.com/
Vale a pena visitar e conhecer um pouco mais deste pai's maravilhoso. Basta acessar uma vez para se apaixonar pela Australia sem mesmo ter que pisar os pe's aqui (imagina entao quando pisar....)
A Australia e' longe, mas nem tudo pode ser perfeito, certo? :-))))
domingo, 17 de fevereiro de 2008
AUSTRALIA SAYS SORRY :-(
Antes da Australia ser “invadida” pelos ingleses haviam mais de 300 mil indigenas Australianos, mais conhecidos como Aborigenes, que habituavam neste continente ha’ mais de 25 mil anos. Hoje, infelizmente, eles representam apenas 1% da populacao, ja’ que foram massacrados pelos colonizadores e expulsos de suas proprias terras produtivas; acabaram migrando para regioes deserticas no norte da Australia.
Os Aborigenes sofreram anos de discriminacao racial (ja que sao de cor negra), maltratos, abusos - de todas as formas - e perseguicoes pelos Ingleses. Em meados de 1920 a Austrália, já independente da Inglaterra, mas ainda em plena discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de descendência Inglesa, teve marcada na sua historia um dos piores capitulos da discriminacao social: "The Lost Generation" ou a geração perdida, onde crianças Aborígenes eram adotadas e sumiam de suas aldeias para nunca mais serem vistas novamente. O objetivo era quebrar moralmente e psicologicamente qualquer tentativa Aborígene de interferência na vida e na política dos brancos.
Um passado feio na historia de um pais tao bonito.
Felizmente hoje existem várias leis anti-discriminação que foram introduzidas pelo governo. Discriminação racial passou a ser um crime muito sério, com punições severas, apesar de ainda existirem muitos racistas de boca fechada. Para os Aborígenes de hoje, o governo instituiu um mundo de ajudas, facilidades e privilégios, como por exemplo a oportunidade de concorrer a Bolsa de Estudos somente para pessoas de origem Aborigene, facilitando o ingresso dos mesmos nas universidades privadas.
Isso me faz lembrar o esquema de cotas das universidades publicas do Brasil. Muitas pessoas sao contra a acao de cotas e usam de argumentos sem fundamentos para defender suas opinioes. Lendo o artigo de Carlos Ignacio Pinto, bacharel de historia da USP e colaborador do cursinho para população carente do Núcleo de Consciência Negra da Universidade de São Paulo (http://www.klepsidra.net/klepsidra16/cotas.htm), sinto-me aliviada em saber que existem brasileiros que acreditam nas cotas e na possibilidade (ou esperanca) de um futuro melhor para a raca negra do nosso pais.
Infelizmente os Negros e os Indios brasileiros sofreram tanto quanto os Aborigenes durante a colonizacao do Brasil. A atitude do governo em instituir as cotas para Negros nas universidades publicas brasileiras deveria ser extendida aos Indios tambem, povo que tambem sofreu abusos raciais pelos colonizadores portugueses.
Nesta semana a Australia pediu desculpas ao povo Aborigene. Uma acao de louvor que demonstra o reconhecimento dos erros do passado e que abre os bracos para uma nova era de reconciliacao entre as racas. Kevin Rudd, Primeiro Ministro da Australia, eleito no final de 2007, cumpriu um de seus primeiros objetivos em seu mandato: pedir desculpas ao sofrimento causado ao povo Aborigene atraves de anos, consequencia do cumprimento de leis parlamentares de um governo racista e injusto da epoca.
Pedir desculpas nao basta e o governo australiano sabe disso, como tambem ja executa acoes para indenizar anos de sofrimento de um povo que e’ o unico em sua origem que podemos chamar de AUSTRALIANOS.
Para ver e ouvir parte do discurso de Kevin Rudd acesse:
http://www.smh.com.au/multimedia/2008/national/australia-says-sorry/main.html
Os Aborigenes sofreram anos de discriminacao racial (ja que sao de cor negra), maltratos, abusos - de todas as formas - e perseguicoes pelos Ingleses. Em meados de 1920 a Austrália, já independente da Inglaterra, mas ainda em plena discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de descendência Inglesa, teve marcada na sua historia um dos piores capitulos da discriminacao social: "The Lost Generation" ou a geração perdida, onde crianças Aborígenes eram adotadas e sumiam de suas aldeias para nunca mais serem vistas novamente. O objetivo era quebrar moralmente e psicologicamente qualquer tentativa Aborígene de interferência na vida e na política dos brancos.
Um passado feio na historia de um pais tao bonito.
Felizmente hoje existem várias leis anti-discriminação que foram introduzidas pelo governo. Discriminação racial passou a ser um crime muito sério, com punições severas, apesar de ainda existirem muitos racistas de boca fechada. Para os Aborígenes de hoje, o governo instituiu um mundo de ajudas, facilidades e privilégios, como por exemplo a oportunidade de concorrer a Bolsa de Estudos somente para pessoas de origem Aborigene, facilitando o ingresso dos mesmos nas universidades privadas.
Isso me faz lembrar o esquema de cotas das universidades publicas do Brasil. Muitas pessoas sao contra a acao de cotas e usam de argumentos sem fundamentos para defender suas opinioes. Lendo o artigo de Carlos Ignacio Pinto, bacharel de historia da USP e colaborador do cursinho para população carente do Núcleo de Consciência Negra da Universidade de São Paulo (http://www.klepsidra.net/klepsidra16/cotas.htm), sinto-me aliviada em saber que existem brasileiros que acreditam nas cotas e na possibilidade (ou esperanca) de um futuro melhor para a raca negra do nosso pais.
Infelizmente os Negros e os Indios brasileiros sofreram tanto quanto os Aborigenes durante a colonizacao do Brasil. A atitude do governo em instituir as cotas para Negros nas universidades publicas brasileiras deveria ser extendida aos Indios tambem, povo que tambem sofreu abusos raciais pelos colonizadores portugueses.
Nesta semana a Australia pediu desculpas ao povo Aborigene. Uma acao de louvor que demonstra o reconhecimento dos erros do passado e que abre os bracos para uma nova era de reconciliacao entre as racas. Kevin Rudd, Primeiro Ministro da Australia, eleito no final de 2007, cumpriu um de seus primeiros objetivos em seu mandato: pedir desculpas ao sofrimento causado ao povo Aborigene atraves de anos, consequencia do cumprimento de leis parlamentares de um governo racista e injusto da epoca.
Pedir desculpas nao basta e o governo australiano sabe disso, como tambem ja executa acoes para indenizar anos de sofrimento de um povo que e’ o unico em sua origem que podemos chamar de AUSTRALIANOS.
Para ver e ouvir parte do discurso de Kevin Rudd acesse:
http://www.smh.com.au/multimedia/2008/national/australia-says-sorry/main.html
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